- APRESENTAÇÃO -

O objetivo deste Blog é divulgar projetos, pesquisas, trabalhos, textos que abranjam o pensamento filosofal de diversas áreas e diversos pensadores, disponibilizando-os a quem assim quiser partilhar e precisar para suas próprias investigações e pesquisas. Grato a todos que me ajudaram: Professores, Tutores e Colegas.

domingo, 6 de novembro de 2011

MAX E ENGELS - MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA - NOTAS

UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO

CAMPUS – EAD – LONDRINA-PR

Faculdade de Filosofia e Ciências da Religião

Filosofia Licenciatura


AGUSTAVO CAETANO DOS REIS


FILOSOFIA

FILOSOFIA, CIÊNCIAS SOCIAIS E EDUCAÇÃO


SÃO BERNARDO DO CAMPO-SP-2011


Trabalho apresentado ao módulo Filosofia, Ciências Sociais e Educação à atividade: Portfolio 1 - Fichamento. Em cumprimento às exigências do curso de Licenciatura em Filosofia, da Faculdade Metodista de São Paulo - Polo Londrina.



Professor: Cesar Mangolin de Barros


SUMÁRIO

1 – PEDIDO........................................................................................................03

2 – APRESENTAÇÃO........................................................................................04

3 – CONCLUSÃO...............................................................................................08

4 - REFERÊNCIAS.............................................................................................09

PEDIDO

Através de Planejamento Semanal, do Semestre 5, oriundo do Módulo Filosofia, Ciências Sociais e Educação, do Professor César Mangolin de Barros, propôs-se como atividade para o Portfolio – 1, a Leitura do texto: ENGELS, Friedrich; MARX, Karl. “Manifesto do Partido Comunista.” Texto este escrito no final de 1847 e publicado pela primeira vez em 1848. O pedido em si trata-se de ler o mesmo e realizar um fichamento de suas principais idéias.

Segue abaixo a estrutura das principais notas encontradas por este aluno após atenta leitura.


APRESENTAÇÃO

Segue imediatamente as notas realizadas consideradas mais chamativas da leitura imposta.

“Não se deve atribuir demasiada importância às medidas revolucionárias enumeradas no final do capítulo II.” (MARX; ENGELS, p. 2, 1872).

“A sociedade divide-se cada vez mais em dois vastos campos opostos, em duas grandes classes diametralmente opostas: a burguesia e o proletariado.” “Dos servos da Idade Média nasceram os burgueses livres das primeiras cidades;” (MARX; ENGELS, p. 3, 1872).

“Por burguesia compreende-se a classe dos capitalistas modernos, proprietários dos meios de produção social, que empregam o trabalho assalariado. Por proletários compreende-se a classe dos trabalhadores assalariados modernos que, privados de meios de produção próprios, se vêem obrigados a vender sua força de trabalho para poder existir.” (Nota de F. Engels). (MARX; ENGELS, p. 3, Nota 2. 1872).

“Vemos, pois, que a própria burguesia moderna é o produto de um longo desenvolvimento, de uma série de revoluções no modo de produção e de troca.” (MARX; ENGELS, p. 4, 1872).

“Comunas chamavam-se na França as cidades nascentes, [...]. Assim, os habitantes das cidades, na Itália e na França, chamavam suas comunidades urbanas [...].” (MARX; ENGELS, p. 4, Nota 4. 1872).

“Impelida pela necessidade de mercados sempre novos, a burguesia invade todo o globo.” “[...] a burguesia [...]cria um mundo à sua imagem e semelhança.” (MARX; ENGELS, p. 5, 1872).

“A burguesia [...] concentrou a propriedade em poucas mãos. A conseqüência necessária dessas transformaçõs foi a centralização política.” “A que leva isso? Ao preparo de crises mais extensas e mais destruidoras e à diminuição dos meios de evitá-las.” (MARX; ENGELS, p. 6, 1872).

“O proletariado passa por diferentes fases de desenvolvimento. Logo que nasce começa sua luta contra a burguesia.” “Não se limitam a atacar as relações burguesas de produção, atacam os instrumentos de produção: destroem as mercadorias estrangeiras que lhes fazem concorrência, quebram as máquinas, queimam as fábricas e esforçam-se para reconquistar a posição perdida do artesão da Idade Média.” (MARX; ENGELS, p. 7, 1872).

“[...] os operários se unem para agir em massa compacta, isto não é ainda o resultado de sua própria união, [...]não combatem ainda seus próprios inimigos, mas os inimigos de seus inimigos,” “A burguesia vive em guerra perpétua; primeiro, contra a aristocracia; depois, contra as frações da própria burguesia cujos interesses se encontram em conflito com os progressos da indústria; e sempre contra a burguesia dos países estrangeiros.” “[...]burguesia fornece aos proletários os elementos de sua própria educação política, isto é, armas contra ela própria.” (MARX; ENGELS, p. 8, 1872).

“[...] uma parte da burguesia passa-se para o proletariado, especialmente a parte dos ideólogos burgueses que chegaram à compreensão teórica do movimento histórico em seu conjunto.” “[...] a sujeição do operário pelo capital, tanto na Inglaterra como na França, na América como na Alemanha, despoja o proletariado de todo caráter nacional. As leis, a moral, a religião, são para ele meros preconceitos burgueses, atrás dos quais se ocultam outros tantos interesses burgueses.” “[...] para oprimir uma classe é preciso poder garantir-lhe condições tais que lhe permitam pelo menos uma existência de escravo. [...] impor à sociedade [...].” (MARX; ENGELS, p. 9, 1872).

“Os comunistas só se distinguem dos outros partidos operários em dois pontos: 1) Nas diversas lutas nacionais dos proletários, destacam e fazem prevalecer os interesses comuns do proletariado, independentemente da nacionalidade. 2) Nas diferentes fases por que passa a luta entre proletários e burgueses, representam, sempre, e em toda parte, os interesses do movimento em seu conjunto.” (MARX; ENGELS, p. 10, 1872).

“O que caracteriza o comunismo não é a abolição da propriedade geral, mas a abolição da propriedade burguesa.” “[...] os comunistas podem resumir sua teoria nesta fórmula única: abolição da propriedade privada.” “[...] porque o progresso da indústria já a aboliu e continua a aboli-la diariamente.” “[...] o trabalho do proletário, o trabalho assalariado cria propriedade para o proletário? De nenhum modo. Cria o capital, [...]”. “Ser capitalista significa ocupar não somente uma posição pessoal, mas também uma posição social na produção.” “O capital não é, pois, uma força pessoal; é uma força social.” “[...] para que o operário viva como operário. [...] essa apropriação não deixa nenhum lucro líquido que confira poder sobre o trabalho alheio.” (MARX; ENGELS, p. 11, 1872).

“[...] no regime burguês trabalham não lucram e os que lucram não trabalham.” “A cultura, cuja perda o burguês deplora, é, para a imensa maioria dos homens, apenas um adestramento que os transforma em máquinas.” (MARX; ENGELS, p. 12, 1872).

“Os comunistas não precisam introduzir a comunidade das mulheres. Esta quase sempre existiu.” (MARX; ENGELS, p. 13, 1872).

“Quanto às acusações feitas aos comunistas em nome da religião, da filosofia e da ideologia em geral, não merecem um exame aprofundado.” “As idéias de liberdade religiosa e de liberdade de consciência não fizeram mais que proclamar o império da livre concorrência no domínio do conhecimento.” “[...] mantiveram-se sempre através dessas transformações.” (MARX; ENGELS, p. 14, 1872).

“1 - Expropriação da propriedade latifundiária e emprego da renda da terra em proveito do Estado.

2 - Imposto fortemente progressivo.

3 - Abolição do direito de herança.

4 - Confiscação da propriedade de todos os emigrados e sediciosos.

5 - Centralização do crédito nas mãos do Estado por meio de um banco nacional com capital do Estado e com o monopólio exclusivo.

6 - Centralização, nas mãos do Estado, de todos os meios de transporte.

7 - Multiplicação das fábricas e dos instrumentos de produção pertencentes ao Estado, arroteamento das terras incultas e melhoramento das- terras cultivadas, segundo um plano geral.

8 - Trabalho obrigatório para todos, organização de exércitos industriais, particularmente para a agricultura.

9 - Combinação do trabalho agrícola e industrial, medidas tendentes a fazer desaparecer gradualmente a distinção entre a cidade e o campo.

10 - Educação pública e gratuita de todas as crianças, abolição do trabalho das crianças nas fábricas, tal como é praticado hoje. Combinação da educação com a produção material, etc.” (MARX; ENGELS, p. 15/6, 1872).

“Em lugar da antiga sociedade burguesa, com suas classes e antagonismos de classes, surge uma associação onde o livre desenvolvimento de cada um é a condição do livre desenvolvimento de todos.” (MARX; ENGELS, p. 16, 1872).

“Não se ergueu também o cristianismo contra a propriedade privada, o matrimônio, o Estado? E em seu lugar não predicou a caridade e a pobreza, o celibato, a mortificação da carne, a vida monástica e a Igreja? O socialismo cristão não passa de água benta com que o padre consagra o despeito da aristocracia.” (MARX; ENGELS, p. 17, 1872).

“Os comunistas não se rebaixa a dissimular suas opiniões e seus fins. Proclamam abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados pela derrubada violenta de toda a ordem social existente. Que as classes dominantes tremam à idéia de uma revolução comunista! Os proletários nada têm a perder nela a não ser suas cadeias. Têm um mundo a ganhar.” (MARX; ENGELS, p. 23, 1872).

CONCLUSÃO

Os estudos de Marx e Engels sobre o comunismo culminaram em profundas alterações nos rumos da sociedade como um todo, não meramente trabalhista e empresarial. Dividiram a sociedade em duas partes vastas: burguesia e proletariado, as duas palavras mágicas que vieram a fervilhar o mundo e especialmente as mentes dos habitantes da América Latina.

Os autores entendiam que os burgueses nada mais eram que os capitalistas modernos, proprietários dos meios de produção e que empregavam o trabalhador assalariado. Estes, por sua vez, eram os proletários, que privados de meios para produzir vendiam sua força laborativa para poderem existir na modernidade.

Revolucionou-se a Idade Média com a Modernidade extinguindo-se o escambo pelas duras exigências do pagamento à vista. A burguesia passa a existir como uma egregora mágica que invade o globo todo, criando um mundo “divinal” à sua imagem e semelhança. O que seria uma solução a priori passa a ser um circulo vicioso que cria crises mais extensas e mais destruidoras diminuindo-se os meios de evitá-las.

Um paralelo com o trabalho de Michel Foucault (Vigiar e Punir) passa a ocorrer quando a indústria moderna transforma a pequena oficina do amigo e mestre na grande fábrica fria e distante. Massas passam a trabalhar como soldados numa indústria vigiada pela hierarquia de oficiais a cada hora, escravos de máquina. O proletário nasce puro mas logo é forçado a combater a burguesia gerando a violência revolucionária passando a burguesia a viver em guerra perpétua com a classe proletária e seu fim começa a aparecer quando ela mesma fornece elementos de sua própria educação política para que os proletários a combata.

Tal conduta leva os trabalhadores a se despojarem de toda ética e moral européia, eis que a viam como algo burguês.

Surgindo os comunistas surgem dois destaques de suas lutas: fazem prevalecer os interesses comuns do proletariado independente de sua origem e esses interesses passam a ser os mesmos do movimento e seu conjunto, caracterizando a abolição da propriedade burguesa, não precisando introduzir comunidade de mulheres, eis que essa classe quase sempre existiu.

As transformações morais, segundo os autores, sempre foram evoluindo mantendo-se através das respectivas transformações.

Surge assim, uma associação onde o livre desenvolvimento de cada um é a condição do livre desenvolvimento de todos.

REFERÊNCIAS


MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do partido comunista. Organização: Osvaldo Coggiola. Ed. Boitempo Editorial. São Paulo-SP. 2005

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

CRÍTICA DA FACULDADE DO JUÍZO/FENOMENOLOGIA DO ESPÍRITO - KANT e HEGEL

UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO
CAMPUS – EAD – LONDRINA-PR
Faculdade de Filosofia e Ciências da Religião
Filosofia Licenciatura

AGUSTAVO CAETANO DOS REIS


FILOSOFIA
ESTÉTICA E FILOSOFIA MODERNA


SÃO BERNARDO DO CAMPO-SP-2011

Trabalho apresentado ao módulo Estética e Filosofia Moderna, Unidade História da Filosofia Moderna, à Atividade de Avaliação Modular - 3. Em cumprimento às exigências do curso de Licenciatura em Filosofia, da Faculdade Metodista de São Paulo - Polo Londrina.

Professores: Suze de Oliveira Piza e João Epifânio Régis Lima

SÃO BERNARDO DO CAMPO-SP-2011
SUMÁRIO


INTRODUÇÃO........................................................................................03

APRESENTAÇÃO
CRÍTICA DA FACULDADE DO JUÍZO – KANT......................................03

FENOMENOLOGIA DO ESPÍRITO – HEGEL........................................04

CONCLUSÃO.........................................................................................08

REFERÊNCIAS.......................................................................................09

INTRODUÇÃO

Como atividade final de curso, especificamente apresentação para Avaliação Modular, dentro do tema Estética, roga-se, num primeiro momento, seja produzido um texto de uma página onde se aborde trecho da Crítica da faculdade de juízo cujo autor, Immanuel Kant, trabalha com o tema belas artes.
Nesse texto a ser elaborado, prescinde que se apresente quais as três grandes categorias em que Kant divide as belas artes; explicando qual o critério utilizado nessa classificação e qual o conceito kantiano de belas artes.
Num segundo instante, dentro do conteúdo de História da Filosofia Moderna, orienta-se a construção de texto com base nos estudos já realizados da Fenomenologia do espírito – em Hegel -, o movimento do reconhecimento como legitimação do processo constituidor da consciência-para-si; Definir o outro, apresentando algumas das teses de Hegel sobre o espírito e movimento dialético.

APRESENTAÇÃO
CRÍTICA DA FACULDADE DO JUÍZO - KANT

Um sua obra, mas especificamente no trecho compreendido entre as páginas 163/181, Immanuel Kant aborda o tema de belas artes, não sem antes passar pelo conceito de gênio, explicando, segundo sua visão, que gênio seria algo constituído de um dom ímpar, original, de uma pessoa que possa expressas essas mesmas faculdades livremente.
Essa habilidade genial, provinda de uma predileção da natureza e que se pode ensinar nas escolas somente através de métodos, consoante regras, só ocorre se se consegue extrair das emanações espirituais seu feito, e, assim, a arte bela seria mera cópia dessa originalidade genial, mediante um regramento, uma fôrma.
Justifica-se, assim, possíveis falhas na obra-prima do gênio, o que não a isenta das falhas, mas, via de regra, copiar a obra não outorga ao copista o direito de cometer as mesmas falhas sob pena de não se criar uma bela arte.
Segundo Kant, o gênio cria por maneira, modo particular, e o aluno “cria” via método, fórmula. Para a arte bela, somente vale o primeiro modo.
Acresce ainda que uma arte produzida por um gênio merece o destaque de arte rica de espírito, mas somente quanto ao gosto pode ser considerada uma arte bela. Assim, a faculdade do juízo seria a habilidade de ajustá-la ao entendimento.
Cita ainda à p. 165 de sua obra que: “[...] para a arte bela seria requeridos faculdade da imaginação, entendimento, espírito e gosto.” (KANT, p. 165, ano?). E que as três primeiras habilidades seriam única somente com o sêlo da quarta.
Kant resolve então dividir em categorias as belas artes, mas utiliza como critério a analogia da arte como modo de expressão que possam ser perfeitas em sua maneira de exprimir-se, não apenas em conceitos, mas também em sensações. Assim, esse critério seria através da palavra, gesto, e som, constituindo a ligação completa de transmissão e entendimento do que seria bela arte.
Passa em seguida à divisão.
Artes elocutivas, sendo essas as que através da eloquência livre da faculdade da imaginação, ofereça algo que entretenha a faculdade da imaginação.
Artes figurativas, as da aparência dos sentidos, as artes plásticas e as pictóricas (pintura), ambas formam figuras no espaço para expressarem-se.
E, finalmente, a do belo jogo das sensações, as que possuem o poder de comunicação universal através da expressão externa. Sons, músicas, cores, jogo do belo com sensações agradáveis.
Assim, Kant entende que em “[...] toda arte bela o essencial consiste na forma, que convém à observação e ao ajuizamento e cujo prazer é ao mesmo tempo cultura e dispõe o espírito, para ideias, por conseguinte o torna receptivo a prazeres”. (KANT, p. 171, ano?).
Deixando claro que gosto se discute, Kant busca criar método para a liberdade de expressão e de interpretação.

FENOMENOLOGIA DO ESPÍRITO – HEGEL

Ao longo da obra de Hegel, o conceito de razão será dito de forma mais ampla, usa o termo espírito. Logo a fenomenologia do espírito nada mais é do que a manifestação do espírito que se manifesta como cultura, como natureza, como história e é a manifestação da racionalidade.
O que é o espírito? É toda potencialidade (que pode ser – tudo, absolutamente tudo) de cada atualidade sem ser nenhuma singularidade em particular. (Ato é o que já é). No entanto não é nada em particular, o que é em particular é sua manifestação.

A manifestação do espírito vai se dar exatamente dialeticamente.
Hegel tem uma grande pretensão em sua filosofia, e uma grande pretensão em sua fenomenologia do espírito, que é explicar absolutamente tudo!
A base para esse estudo em Hegel é a de que existe um espírito que está aí, e em tudo o que ele se manifesta ele vai se polarizando nas coisas, pois é atualização dessa potência espiritual a fenomenologia do espírito. Esse espírito, segundo Hegel, dizia que tudo começava pela ideia, ao invés de começar pela consequência da vida direta dos indivíduos.
Fenomenologia em Hegel é a manifestação, o caminho a constituição do espírito. Quando o espírito se manifesta é através de um caminho, a fenomenologia. Conforme se manifesta, se constrói como espírito. Desde o começo ele (espírito) é algo, mas se constitui como algo mais completo.
Hegel busca toda atualidade e o não esgotamento em nenhuma atualização, esse o vigor do que o autor chama de espírito a fenomenologia é o caminho, a constituição do espírito que se faz espírito um autorrumo para si.
Para Hegel, o espírito é a potência de toda atualidade de tudo o que está aí. A potência que existe por trás de todas as coisas, é o espírito, (caneta, pessoa, mesa, cachorro). A possibilidade de tudo o que é atual, é o espírito, mas caneta não é espírito, caneta é uma atualização particular, ou singular. O espírito é a possibilidade do que é, mas não é nada em particular. Para Hegel tudo é manifestação do espírito, nós, os objetos somos manifestações do espírito, quando o espírito se desdobra ele gera cultura, quando se desdobra novamente gera natureza, ou o inverso, isso é constante. Tende para um fim, um propósito, uma finalidade, para se tornar absoluto, mas tudo é movimentação desse espírito.
Hegel também se vale de metodologia para escrever sua dialética, até escreve formalmente usando a dialética, no entanto, a dialética para ele é mais que método, é MOVIMENTO DO REAL. Então vejamos: o real é racional; a razão se movimenta e ao se movimentar se manifesta e faz esse movimento e essa manifestação dialeticamente.
Essa RAZÃO é o ESPÍRITO!
A dialética seria a explicitação de como as coisas se dão. A dialética é a forma como esse espírito se manifesta. Pensar que a dialética é movimento, significa dizer que tudo se dá e se constrói e se cria e se forma dialeticamente, as pessoas, o mar, as relações históricas, a TV, seja o que for. É como se existisse uma espécie de teoria da física que se explicita dialeticamente, como se assim as coisas se dão.
A dialética hegeliana possui três momentos:
1) Um ou mais conceitos ou categorias são considerados fixos, nitidamente definidos e distintos um dos outros; (Há algo, qualquer coisa).
2) Quando refletimos sobre tais categorias, (quando reflete sobre esse algo – botão de flor) uma ou mais contradições emergem nelas; (ao analisar esse conceito, surge o elemento negativo, dentro da coisa, dentro dela). (O bebê é o começo dentro do processo, um conceito, ao olhar para esse conceito, tem algo dentro dele que o nega como bebê e que fará que ele logo não seja mais bebê).
3) O resultado é uma nova categoria, superior, que engloba as categorias anteriores e resolve as contradições nelas envolvidas.
Aí começa tudo de novo, ou seja, a nova categoria é a unidade dos opostos.
Da dialética se tira também uma relação com esse outro. O espírito se relaciona consigo mesmo. Com sua própria negação, com o germe de si mesmo, da negação e é assim que ele se fortalece.
Se concebo que tudo é espírito, a negação do espírito está dentro dele mesmo. Então o outro não é externo, é o outro-de-si. É construído a partir de minha perspectiva.
A dialética é o movimento do real que atual em três bases:
Uma afirmação: algo é. De dentro desse algo, surge algo negativo a esse algo, mas é dentro dele que surge. Algo nega esse é (botão e flor). Depois há a negação da negação, até se transformar em outra coisa. Afirmação, negação, e negação da negação!
Em termos simples encontramos como: tese – afirmação; antítese – negação; e síntese – negação da negação. Síntese seria uma nova tese.
Ao se subssumir o seu ser-outro, o um se torna outro. Tudo o que há na Terra tem dentro de si o germe de sua negação para Hegel.
Para ser para-si depende-se do reconhecimento do outro.
Essa negação é o outro (O-OUTRO). O eu, o outro e eu. Esse o movimento na formação de um sujeito. Só que esse outro não é outra pessoa, é elemento meu. (Eu).
O que importa é o que possibilita que esse espírito se reconheça como tal – como espírito – a dialética de Hegel é esse movimento do reconhecimento, preciso desse meu outro que vai me reconhecer para que possa ser para si. Não posso ser apenas em-si, tenho de ser para-si; o em-si é apenas a potência, o começo, precisa ser efetivado. Para se efetivar, precisa ser para esse outro!
Já está dentro de mim a negação, mas ela está externa, preciso do reconhecimento. Preciso tomar para mim, suprassumir, tomar, assim passa a ser esse ser outro.
É justamente o elemento negativo, ou que o nega, contraditório, que vai ser o responsável para que esse algo se torne outra coisa. Algo – uma afirmação, uma tese qualquer – mas dentro desse algo tem o germe da sua negação, tem o não-é! Isso tem de ser negado para que outra coisa se construa.
Por isso a Filosofia Libertadora usa a Filosofia de Hegel às avessas. A libertação do outro é econômica, a autonomia dos corpos.

CONCLUSÃO

O que se busca tanto em Immanuel Kant, quanto em Georg Wilhelm Friedrich Hegel é uma filosofia que vá além de padrões.
Muito embora Kant busque padronizar o belo, a arte, deixa claro que se trata de uma obra rara e de gênios da natureza, difíceis de serem imitados.
Hegel busca o espírito para reconhecer-se no outro no seu processo de subssunção, de afirmação e negação cria uma dialética que traduz como movimento, um eterno devir.
Ambos canais, receptores intuitivos desse mundo de ideias imanentes e que fervilham dentro do panteão das células do indivíduo e que precisam plasmarem-se para a physis, mas que perdem-se em círculos da línguagem e suas deficiências intelectivas que podam o cerne vibrante e verdadeiro da filosofia pura.


REFERÊNCIAS

HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich; Prefácio do livro “Fenomenologia do Espírito”. Texto eletrônico digitalizado pelos membros do grupo de discussão Acrópolis (Filosofia). Disponível em: http://br.egroups.com/group/acropolis/. Acesso em 10 maio 2011.

KANT, Immanuel; Crítica da faculdade de juízo. Tradução de Valério Rohden e Antônio Marques. Ed. Forense Universitária. (Ano ?).

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

SUPRASSUNSÃO E EXPRESSÃO SER-OUTRO EM HEGEL

O QUE É SUPRASSUNSÃO?
Em Hegel, compreendemos que o movimento, o ser/não-ser/devir é o mesmo movimento, tanto do real, como do pensamento. Essa é uma característica do movimento encontrado nos textos hegelianos; Este teria o sentido de preservar e destruir. Assim, as filosofias antigas seriam destruídas, mas incorporadas no pensamento de Hegel e não simplesmente abandonadas. A suprassunção, consoante Hegel, avançaria do inferior para o superior, nunca de forma degenerativa, tal como o espírito. Por exemplo, nós, como alunos trabalhando em grupo, temos nossa própria consciência, todavia, há ainda a consciência do grupo quando se propõe a realizar o presente trabalho, que se suprassume na consciência deixada por Hegel.


O QUE SIGNIFICA A EXPRESSÃO SER-OUTRO
Ao se subssumir o seu ser-outro, o um se torna outro. Tudo o que há na Terra tem dentro de si o germe de sua negação para Hegel. A consciência possuí, em Hegel, uma outra consciência de si, gerando um desdobramento, ela pode ter se perdido em si mesmo, pois se encontra em outra consciência, mas também pode ter suprassumido, absorvido o outro, pois se enxerga a si-mesma no outro. Assim, há um avanço, uma evolução dessa primeira consciência quando somam-se uma a outra, deixando de ser uma para converter-se em outra com a somatória de suas sapiências.

O OPOSTO É UM OUTRO? OUTRO INDEPENDENTE? OUTRO DEPENDENTE? OU É OUTRO-DE-SI?

Entendemos que o oposto não é um outro, mas sim um outro-de-si. Ou seja, a consciência-de-si se decompõe em polos; cada extremo uma parte sua, própria e passagem absoluta para o oposto. Entretanto, ainda é consciência de si, cada polo seu, que está fora de si mesma permanece retido em si, ainda é para-si e seu ser-fora-de-si é para ele (outro). Não é outra consciência, esse outro só é para si quando se suprassume, um envolve o outro, e se movimenta, cada um é para si e para o outro simultaneamente, uma essência imediata para si que ao mesmo tempo só é para si através dessa mediação. Eles (consciência e outros) se reconhecem como reconhecendo-se reciprocamente, mantendo sua individualidade em si, da consciência primordial.
A consciência de si é duplicada, o que antes era um, agora é uma unidade dupla, um puro conceito de reconhecimento. O processo inicia com desigualdade de ambas consciências de si, partindo do meio-termo para o extremo, onde os opostos se reconhecem e são reconhecidos.


UM EXTREMO É SÓ O QUE É RECONHECIDO (O SENHOR) O OUTRO É SÓ O QUE RECONHECE (O ESCRAVO). QUEM É DEPENDENTE DE QUEM NESSA RELAÇÃO.

Entendemos que o senhor é o fator dependente. Eis que para ser senhor de alguma coisa, ele necessita daquele que é o seu servo. Para que o senhor seja senhor do escravo, impera que o escravo tenha consciência dessa condição; pois nesse contexto ele vai descobrindo sua própria liberdade, que, no caso, é ser escravo, servir ao senhor. Com isso Hegel destaca que a formação do homem se faz pelo trabalho; não será o senhor que desfrutará de tudo o que constrói, mas o escravo, pois desfruta de sua consciência de poder construir a liberdade que o senhor necessita. O escravo não transforma só a matéria prima, ele se forma em si mediante o trabalho, deixa de ser um objeto para ser um escravo com consciência dessa função, assim tem poder sobre o senhor.
Contemporaneamente falando, imaginemos a condição do contratante de uma obra, um pedreiro. A sua mão-de-obra é escassa. Ele é ruim. O contratante, muito embora perceba essa condição de trabalhador ruim, precisa dele, assim se submete à sua má-vontade e a seu preço em função da necessidade.

domingo, 9 de outubro de 2011

FORMAÇÃO DOCENTE EM LIBRAS E A DIDÁTICA FILOSÓFICA

Profª Elizabete Renders

Formação Docente

Didática

Pelos processos atuais foi necessária a divisão dos espaços privados e públicos. Na Modernidade isso foi preciso ser construído pelas pessoas, separando as relações familiares que aconteciam na casa, na comunidade.

Na Modernidade e com a urbanização necessita-se distinguir esses espaços e saber que tipos de cidadãos queremos formar.

O Estado surge com um desafio de pensar esse espaço na pedagogição do conhecimento na escola precisa pensar, currículos, espaços de alunos, professores, formação para o trabalho, lideranças, espaços na sociedade.

A didática pensa quais os recursos necessários, técnicas e ferramentas para que o transmitir o conhecimento no espaço marcado da escola, de formatação do que seria desejável para a nação, é que entra a didática, que necessariamente nos remete ao espaço da escola.

A escola nem sempre existiu, à exemplo da didática, mas os processos de formação do conhecimento sempre existiu e isso se dava fora da didática.

Existem processos de didática no cotidiano? Sim, mas o conceito se dá nos processos de pedagogização do conhecimento. Na Modernidade temos o conhecimento como científico, racional, neutro, distante do afazer comum, e destacar-se como verdade, como conhecimento acima dos demais cotidianos da vida.

Esta a tensão que marca a Modernidade nos inquietando sobre o que é o conhecer?

Como vida e conhecimento se relacionam?

ENSINO-APRENDIZAGEM-ENSINO

Envolve:

􀀹Os sujeitos e a conjuntura social;

􀀹Os conteúdos de ensino e os recursos

pedagógicos;

􀀹As intencionalidades de uma sociedade:

habilidades presentes e habilidades desejadas.

Impossível delimitar onde começa o ensinar e onde começa o aprender.

O conhecimento não se dá sem o sujeito e sem o lugar (conjuntura social) que país, estado, escola... Contextualizar esses sujeitos e sua conjuntura em torno.

Depois que sistematiza a educação, precisa-se pensar nos conteúdos e seus recursos pedagógicos. Quais as intenções da sociedade desse ensino em tal sistema. Não a intenção do educador, mas da sociedade.

Quais as habilidades que existem e as que se precisa.

Hoje a ideia é atender a demanda de mercado.

A professora tem sua opinião a respeito do processo de ensino e aprendizagem. Ela não acredita em conhecimento neutro, na divisão clara entre científico e senso-comum e que o professor somente ensine. Mas que o processo de ensinar, exige necessariamente o processo de aprender.

Hugo “Asno” nos desafia a suspeitar das propostas pedagógicas já existentes quando se fala de didática e aprendizagem a partir do conceito de corporeidade. Existe quase que uma coincidência entre os processos cognitivos e os processos existenciais, vitais.

CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS.

Tradicional. Educação “bancária”. Entende que se deposita um conhecimento e pronto. Trata-se a corporeidade na perspectiva da passividade do sujeito, alguém controlável.

É preciso transmitir objetivamente, não há espaço para outras interferências que não a racionalidade. Isto está bem presente na tradicional. Isso daria conta do que é o ser humano? Seria suficiente moldá-lo apenas com repetições.

Comportamentalista/Técnica.

Viés técnico neo-liberal, relacionada ao cliente, ao trabalho eficiente. Ela é comportamentalista, tecnicista, educação de qualidade, mas não de qualidade, com a emancipação do sujeito, apenas para atender a uma demanda de mercado.

Humanista/não diretiva

Trabalha o não diretivo, não direcionar processos de construção de conhecimento, refere-se à pessoa, passam pela subjetividade, pela relacionalidade, desemboca em trabalhos em grupos, interação, livres, onde a pessoa atua autônomamente. O foco é a pessoa.

Cognitivista/construtivista.

Trabalha a corporeidade na perspectiva de um ser racional, as relações sócio ambientais, e as categorias do gênese, processo de conhecimento. Tem ainda o foco na questão racional, que possui processo linear de aprendizagem, previsível a respeito de sua constituição e relação com o meio. Desfoca o professor e foca o aluno e seus processos de construção do conhecimento.

Ético-político

Corpo no social, política, relação de existência e de produção, mentalista, sujeito, consciência. Pedagogicamente, será comunitária, olha a sociedade, perspectiva libertadora, geradora.

Tais abordagens seria suficiente para a abordagem da condição humana? Lidar com a técnica e repetir seria o bastante? Desenvolver a razão basta? Desenvolver a política, suas necessidades matérias é o suficiente?

Que abordagem adoto quando dou aula?

* Sugestão *

Este admirável mundo louco. ROCHA,Ruth. Escola de Vidro.

Como ser também professores dentro do vidro: o sistema!

Cilada do reducionismo, um afirma e outro cala; afirma um e outro nega.

Fugir da didática extremista, fechada.

Uma nova didática, multicultural.

O desafio do momento

"a superação de uma didática

exclusivamente instrumental e a

construção de uma didática fundamental,

na articulação de suas três dimensões:

técnica, humana e política"

(Vera Candau, 1983:23).

O desafio da didática multicultural é “abrir o vidro”, libertar da instrumentalidade prisioneira, sem ser moldado pelo sistema determinado. Pensar o fazer pedagógico que aproxime da vida, que seja espaço da vida.

Ser crítico ao aspecto instrumental da didática não é jogá-la fora, pois pode ser útil. Pode ser útil na elaboração do plano de ensino (geral); planos de aula (específico); execução de ambos.

A didática ajuda a pensar nesses recursos e nas ferramentas adequadas para que o professor não seja barrado no que pretende, e sim ter todas as possibilidades para concretizar com os alunos o que se desejava.

Planejamento das ações

• Plano de ensino

• Disciplina

• Ementa

• Objetivos gerais

• Objetivos específicos

• Conteúdo programático

• Metodologia

• Avaliação(s)

• Recursos didáticos

• Referências Bibliográficas



Muito mais importante que seguir esse esquema, é suspeitar dele, com autonomia, ser coerente com o que se é. Ele ajuda a pensar, é ferramenta de apoio, mas não pode se perder em si mesmo. Deve ser concebido com flexibilidade, imprevistos, rupturas.



Plano de aula

• Tema

• Objetivo geral

• Objetivos específicos

• Desenvolvimento

• Recursos necessários

• Avaliação

• Tarefas

• Referências Bibliográficas



Numa perspectiva micro, é o mesmo do plano de ensino.

O desenvolvimento deve garantir clareza no que se quer transmitir.



Tarefas que transponham a aula (aula seguinte).



O Plano de Ensino e de Aula é uma ferramenta DO PROFESSOR. A aula precisa acontecer. Tem liberdade de brincar com esses elementos dessa ferramenta, desde que não se perca, não se sentir seguro de trabalhar uma aula, um objetivo, não sair dos itens.



“O aluno não está preocupado com nota, e sim com o que está conseguindo! Professora documentário Pro dia nascer feliz."



Existe algo mais além da sala de aula, existem dramas da existência, de relações, mentalidades postas, destinos determinados, este o desafio.



Ficar do lado do sistema ou de uma educação emancipadora é uma dicotomia, é preciso ser flexível, numa condição político-humana.

A didática, em sua instrumentalidade pode ser resumir em sair de um ponto e chegar a outro, sei onde estou, e sei onde vou chegar, mas com quem? Quem vai comigo? Quem está ao meu lado?



É necessário pensar a aproximação da vida com o saber pedagógico.



Construção do conhecimento tem a ver com coincidência entre processos cognitivos e existenciais.



Dimensão humana.

􀀹 “Viver exige, de cada um, lucidez e

compreensão ao mesmo tempo, e , mais

amplamente, a mobilização de todas as

aptidões humanas” (Edgar Morin, 2002:54).

􀀹 “O ensino dever voltar a ser não apenas uma

função, uma especialização, uma profissão,

mas, também, uma tarefa de saúde pública:

uma missão” (Morin, 2002:101)





O ser humano também é caos, emoção, erra, nem sempre é coerente.



Dimensão Política, da didática.

􀀹Relação educação e emancipação social;

􀀹Relação dialética entre consciência e

mundo;

􀀹Educar como ato criador e crítico;

Palavras grávidas de mundo (o que essa palavra comunica, que gera vida, que emancipa)

(Paulo Freire)



Criticidade é fundamental para entender e construir um saber político.



Bem comum na Educação

Como um princípio, destinado ao benefício de todos.

Como transversal, tornar comum, comunicar, comprometimento, mudar com vistas a autonomia compartilhada.



Inclusão no Brasil

Acessos; Libras; atendimento especializado, igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, universalização do acesso à escola.



Em sala de aula é preciso buscar recursos que quebre barreiras e atenda ao aluno que precisa.



A.E.E. – Atendimento Educacional Especializado na escola.



Educação Especial, não há segregação escolar, todas atendem.

Criação de especialistas.

Romper barreiras.



“Teatro é organizar o pensamento.” Atores do Filme com Down.

O foco é a emancipação, possibilitar a todo ser humano de ser mais, abrir horizontes.



Recursos didáticos:

Aula expositiva

Atividade em grupo

Problematização

Narrativas de vida

Dramatização

Pesquisa



Acessibilidade:

• Braile

• Soroban

• Libras

• Texto digital acessível



Reducionismo enquadra o jeito de pensar do sujeito.



O caminho é suspeitar sempre.

Considerar a intenção da didática, seja no sujeito ou no indivíduo.

Perceber se as teorias são limitadoras.

Considerar o século e a sociedade em que vivemos e os desafios a seguir.



Fazer pedagógico como movimento.

bem comumdemocratização

ser mais

Processo:

diferenças

no ensinar e no aprender

compartilhados...

Ponto de chegada:

bem comum -

Democratização ser mais

ORIENTAÇÕES CURRICULARES NACIONAIS E O PROFESSOR SEVERINO

UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO


Curso: Filosofia . 6º período

Módulo: Filosofia da Educação

Tema: Didática e Prática de Ensino de Filosofia

Unidade: Sobre a identidade e o objetivo da filosofia desde as OCNs

Data: 24/08/2010

Prof.: Wesley Adriano Martins Dourado



ATIVIDADE SOLICITADA:



Comparar o papel da filosofia, posto por Severino, com a identidade e objetivos postos nas Orientações Curriculares Nacionais para o ensino de filosofia.



Discentes:



Rodrigo Fontoura Massi nº 161094

Agustavo Caetano dos Reis nº 161062



O Professor Severino faz uma analise filosófica antropológica sistemática sobre risco de a Filosofia tratar o ser humano concreto como um ser genérico, alienado, onde também as Orientações Curriculares (OCNs), trabalham a mesma realidade. Deste humano histórico concreto, brasileiro real, que se faz presente no espaço e no tempo existe uma preocupação.

A preocupação que delimita a Filosofia no Ensino Médio do Brasil é o medo de uma representação desta área acadêmica se tornar na sala de aula um espaço de representações metafísicas idealistas, desligado de si mesmo e de sua realidade. Apesar de todo sofrimento do povo brasileiro, social, econômico, as alienações religiosas e culturais, também sofrem com a falta de recursos públicos para a educação, deixando assim muito a desejar este processo filosófico de humanização, de sua própria educação, proposto pelas próprias OCNs.

Geralmente os discursos realizados por causa de tais situações desse referido brasileiro, são bem diferentes das metas da formação humana, proposto por Severino. As OCNs caminham, não num processo construtivista racional, mas a um crescimento constante da não credibilidade do papel filosófico sistemático e a grande tarefa do professor é trabalhar contra essa realidade, inserindo todo seu arcabouço intelectual, em profunda situação histórico social, sendo este mesmo educador do processo educacional da esfera existencial, de alunos encarnados numa physis e na realidade.

O que atrapalha o processo educacional é esta dimensão social e a visão transcendentalista, alienando o ser a não incorporar a sua realidade histórico-social; assim sendo, a meta, é a imanência filosofal, libertando o ser de todo subjetivismo que o rodeia. Sim é um caminho; o espanto ou o deparo com o problema é que conduz o filósofo ir à busca do sentido do filosofar, não no sentido de dar respostas exatas, mas no sentido de questionar a realidade. A atividade do pensamento é uma definição, mais próxima de se dizer Filosofia, no entanto o professor de filosofia tem a missão de instigar o pensar filosófico de seus alunos. Neste sentido não desprezando a história da filosofia, mas, todavia incluindo a própria história como objeto de investigação do pensamento, tendo cuidado para que não se torne em doutrinas, prontas e acabadas. Conhecendo a filosofia em sua amplitude, pois o próprio pensar existe nesta estrutura que conduz à independência subjetiva do indivíduo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

PLANO DE ENSINO FILOSÓFICO PARA ENSINO MÉDIO

CAMPUS – EAD – LONDRINA-PR

Faculdade de Filosofia e Ciências da Religião

Filosofia Licenciatura

FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO

SÃO BERNARDO DO CAMPO-SP

2010

AGUSTAVO CAETANO DOS REIS - Nº 161062

Trabalho apresentado ao módulo Filosofia da Educação à atividade: Portfólio e Atividade Modular. Em cumprimento às exigências do curso de Licenciatura em Filosofia, da Faculdade Metodista de São Paulo - Polo Londrina.


Professor: Wesley Adriano Martins Dourado

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO..................................................................................................03
PLANO DE TRABALHO ANUAL...................................................................04
OBJETIVOS GERAIS........................................................................................04
OBJETIVOS ESPECÍFICOS.............................................................................05
CONTEÚDOS....................................................................................................06
JUSTIFICATIVA...............................................................................................11
METODOLOGIA...............................................................................................11
AVALIAÇÃO.....................................................................................................13
REFERÊNCIAS..................................................................................................14
REFERÊNCIAS DE PESQUISA.......................................................................16

“Simplesmente encher a cabeça da criança com um monte de

informação e fazê-lo passar exames, é a forma

menos inteligente de educar...”

Jiddu Krishnamurti

INTRODUÇÃO

Como atividade de Avaliação Modular e Portfólio, nos foi determinado a produção de um Plano de Ensino anual para um curso de filosofia voltado ao Ensino Médio.

Importante ressaltar previamente as dificuldades inerentes ao caso em tela, seja este teórico e na prática, no que concerne especificamente na elaboração do mesmo sem prévio conhecimento do topos em que se deparará, urgindo que o Professor, ora neófito, aja com amplo espectro intuitivo, levando-se em consideração que um Professor, em sua “vida real”, muitas vezes trabalha em mais de uma escola, em bairros totalmente distintos e com classe social variadíssimas, o que nos leva à elaboração flutuante de um plano de ensino, flexível e até mesmo genérico, situação que certamente se ajusta após um ou dois anos de atividade, essencial para a imersão no mundo de cada região geográfica e social das escolas, sejam elas públicas ou privadas.

A necessidade de ser ponderado neste momento da atividade, - importante para o discente, pois objetiva prepará-lo à prática efetiva – é fundamental na ampliação da presença da filosofia no ensino regular, para além das ciências humanas, como diz o Professor Dourado (DOURADO, p. 41, 2010).

O trabalho filosófico começa para o Professor bem antes de quaisquer problemáticas técnicas, no dia em que se perguntou por algo em sua existência brotou ali um filósofo em potencial e dali em diante, a despeito da diversidade e pluralidade educacional e suas metodologias, nada o impede de fazer uso de seu intelecto e das diversidades encontradas em seu favor e de seus futuros alunos.

Portanto, o Plano de Ensino que se segue, é básico em sua essência, buscando intuitivamente alcançar este ou aquele perfil, sendo flexível e moldável às necessidades encontradas no mundo da natureza e em respeito ao movimento dos corpos, sempre tendo em conta o Ser, a verdade, o conhecimento e a liberdade em ação, dentre tantas outras magnificências filosóficas, trazendo a possibilidade de uma Filosofia além da matéria.

PLANO DE TRABALHO ANUAL



OBJETIVOS GERAIS

A Filosofia pode viabilizar interfaces com as outras disciplinas para compreensão do mundo da linguagem, da literatura, da história, das ciências e da arte. O ensino de Filosofia tem uma especificidade que se concretize na relação do estudante com os problemas suscitados, na busca de soluções nos textos filosóficos por meio da investigação, no trabalho em direção à criação de conceitos.

O que, superficialmente se pretende atingir – tendo em mente o imenso leque que esse estudo, que essa vivência permite – é uma abordagem da disciplina mais humana e palpável, onde se proporcione ao educando subsídios da Filosofia para que ele possa desenvolver, à luz do conhecimento filosófico, o pensamento crítico necessário à avaliação integral de seu habitat, tendo por fim a realização de sua existência prazerosa e conscientemente, bem como a de seus semelhantes. Conseguindo uma resposta positiva, dos alunos, gestores escolares, responsáveis e todo um liame social por reflexo desse avanço pleiteado, escapando da colonização europeia abrindo espaço para nossa própria filosofia de quintal e as necessidades de um Brasil moderno, e mais, espaço também para filosofias outras de outros continentes pensantes.

Ao se quebrar a inflexibilidade dessa diversidade paradigmática, o aluno poderá perceber também como exemplo da diversidade filosofal intercontinentais, os grilhões que ditam a restrição desse avanço, a exemplo da medicina alternativa, com a alopatia, os florais, o reike, a acupuntura, que são rechaçados pela ortodoxia que teme uma concorrência que seja prática, barata e funcional.

Se tivermos em mente que ditas práticas, dentre elas o ato de filosofar para o Ser, o indivíduo, a vida, a felicidade em outros países do orbe sempre foram funcionais, o pensar filosófico também fez e faz parte da cultura evolutiva desses mesmos povos. Demonstrando ao aluno que, bem ou mal, todos temos nossos problemas e nossas formas de evoluir como um todo em seus respectivos espaços geográficos, o respeito deixa de ser disciplina e ingressa no âmbito da prática.

Mas importa que essa filosofia não seja meramente teórica, mas abrangente, multidisciplinar e transversal, casando-se com as demais áreas, em especial Língua Portuguesa, Arte, Matemática e Educação Física, não descartando, em hipótese alguma, as demais disciplinas, como se verá.



OBJETIVOS ESPECÍFICOS

O objetivo geral sugere que os objetivos específicos estimulem os educandos a construírem suas vidas no coletivo, mediatizado pela incorporação do conhecimento criticamente produzido com práticas que unem a teoria à uma salutar vivência empírica. Procurando trazer ao aluno e comunidade por reflexo, que o sentido do filosofar se compreende como algo útil, uma atividade de refletir, interiorizar, sentir a existência pessoal e coletiva de cada ser humano, deixando transparente que os encontros em sala, por mais utópicos que se possa querer, nunca abrangerão todos os momentos e elementos que se sonha transmitir, gerando, assim cumplicidade e aliança entre aluno e professor.

Ensinar o pensar filosoficamente, a organizar perguntas num problema filosófico, a ler e escrever filosoficamente, a investigar e dialogar filosoficamente, avaliar filosoficamente, a criar saídas filosóficas para o problema investigado. E ensinar tudo isso na prática, sem fórmulas a serem reproduzidas, mas tentando acertar e ajustando as falhas eventuais, conduz o aluno a encontrar-se com um agente transformador da história, pessoal e coletiva.

O ensino de Filosofia tem uma especificidade que se concretiza na relação do estudante com os problemas suscitados, na busca de soluções nos textos filosóficos por meio da investigação, no trabalho em direção à criação de conceitos que os conduzam a uma práxis voltada o máximo possível de uma areté, refletindo e pensando sobre os problemas atuais com base na atuação filosófica.

A união de mente sã em corpo são é a chave do plano anual. O aluno terá oportunidade de entender os meandros da lógica através de práticas ligadas à Matemática; compreender a linguagem através da Língua Portuguesa; estética através da Arte e – além de outras “matérias” como História e Geografia – atividades voltadas para o Ser em trabalhos lançados em Educação Física, com a inclusão, se possível, de Artes Marciais e todo seu manancial filosófico oriental, exercido através de Instrutores convidados, em princípio, que ministrarão tais modalidades em conjunto com o efetivo existente.

Dessa forma, o objetivo maior passa a ser a ampliação da experiência filosófica, fugindo de uma reles apreensão das tendências de mercado, que enquadram o indivíduo, acarretando-lhe prejuízos quanto ao seu potencial de desenvolvimento integral e pleno.



CONTEÚDOS



3ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO



PERÍODO: 1º TRIMESTRE



Surge o bom senso da realização preliminar de um bate-papo introdutório, em que se desmistifique a disciplina e introduz a temática: O que é Filosofia?, com notas e pequenos testes informais.



1- CONTEÚDO ESTRUTURANTE – Mito e Filosofia

Conteúdos básicos:

Do mito à razão: o nascimento da filosofia na Grécia Antiga;

A filosofia: do período clássico ao greco-romano.

Conteúdos específicos:

A questão sobre a passagem do Mito para o Logos no surgimento da Filosofia.

A ruptura com a mitologia-cosmologia.

Micro história da filosofia: período pré-socrático; socrático; pós-socrático ou helenístico-romano.

Introdução à Filosofia Chinesa e Hindu.



2- CONTEÚDO ESTRUTURANTE – Teoria do conhecimento

Conteúdos básicos:

A questão da sensibilidade, razão e verdade;

A questão do Método;

A questão da Ciência: a distinção entre ciência antiga e ciência moderna;

A questão da Ciência e a crítica ao positivismo.

Conteúdos específicos:

Das sombras ao logos.

A passagem do senso comum para o senso crítico-filosófico.

A questão do conhecimento.

Um problema chamado “conhecimento”.

Modos de conhecer.

O que significa conhecer?

Quem são considerados os sábios?



3- CONTEÚDO ESTRUTURANTE – História da Filosofia

Conteúdos básicos:

Idade Antiga;

Idade Média;

Idade Moderna;

Conteúdos específicos:

Cristianismo;

Budismo;

Hinduísmo;

Ciência.

Autores de Referência: Platão, Aristóteles, Francis Bacon, Descartes, Galileu, Hume, Kant, Confúcio, Krishnamurti e Popper.



OBSERVAR:

Pensar a Beleza (O que é o belo?).

A Universalidade do Gosto (Gosto se discute?).

Necessidade ou Fim da Arte?

Relações humanas na comunidade.

Liberdade de pensamento.



PERÍODO: 2º TRIMESTRE



4- CONTEÚDO ESTRUTURANTE – Ética

Conteúdos básicos:

A questão da justiça;

A questão da liberdade e autonomia.

Conteúdos específicos:

Definição de ética.

Problemas éticos na filosofia.

A ética como disciplina.

A arte marcial como disciplina, ética e moral.

Ética e felicidade.

Como atingir a felicidade? (O que é felicidade?).

A amizade como questão para a ética.

O homem: animal e racional.



5- CONTEÚDO ESTRUTURANTE – Filosofia Política

Conteúdos básicos:

A questão da democracia;

A questão da constituição da cidadania;

A questão do jus naturalismo e contratualismo;

A questão do poder.

Conteúdos específicos:

Definição e reflexão sobre o conceito de política: a política em questão.

Maquiavel e o poder.

Ética e política.

O preconceito contra a política e a política de fato.

O ideal político. (Somos uma democracia livre?).

Os gregos e a invenção da esfera pública.

A democracia ateniense. Quando nasce a democracia?

Relações positivas na sociedade global.



6- CONTEÚDO ESTRUTURANTE – Lógica X Metafísica

Conteúdos básicos:

Os pitagóricos;

Os sofistas;

Oratória;

Conteúdos específicos:

Avaliar as origens do pensamento primordial;

Transições míticas para a observação da physis;

O que é metafísica?

Onde a ontologia se encaixa?

Compreensão de teologia.

O Ser e sua condição.



Autores de Referência: Aquino, Agostinho, Descartes, Platão, Aristóteles, Rousseau, Kant, Spinoza, Lee, Heidegger, Habermas, Hobbes, Locke, Maquiavel, Krishnamurti, Nietzsche e Habermas.



OBSERVAR:

O Cinema e uma nova percepção de contemporaneidade.

O Progresso da ciência (transplantes X religião).

Os períodos políticos da história de nossa nação.

A herança sofista para a educação.

As transições históricas da teologia e da filosofia.



PERÍODO: 3º TRIMESTRE



7- CONTEÚDO ESTRUTURANTE – Filosofia da Ciência

Conteúdos básicos:

A questão da Ciência: a distinção entre ciência antiga e ciência moderna;

A questão da Ciência e a crítica ao positivismo.

Conteúdos específicos:

A filosofia e a ciência.

O que é ciência?

Filosofia da ciência.

Podemos falar de progresso na ciência?

Diferentes formas de atividades físicas atreladas ao avanço da ciência e à saúde física e mental.



8- CONTEÚDO ESTRUTURANTE – Estética

Conteúdos básicos:

Virtude e harmonia com a physis;

A questão da mímesis;

A questão da reprodutibilidade técnica da arte;

A questão da arte e da indústria cultural.

Conteúdos específicos:

Concepção de estética.

A arte e a estética na antigüidade grega.

Uma breve história da arte, dos antigos até o rompimento com a mímesis.

A obra de arte como caminho para questionar.

As condições da criação artística no mundo da produção em massa: indústria cultural.



9- CONTEÚDO ESTRUTURANTE – ÉTICA E POLÍTICA

Conteúdos básicos:

Qual a diferença entre ética e moral?

Teologia e ética.

Política e ética.

Liberdade e ética.

Conteúdos específicos:

Até onde o cidadão mundial é livre?

Cidadania é democracia?

Qual o limite da liberdade?

Corpos dóceis.

Compreensão do respeito como premissa ética para a felicidade.

Segurança em si através de um corpo hábil.



Autores de Referência: Platão, Aristóteles, Francis Bacon, Descartes, Galileu, Hume, Kant, Lee, Popper, Lao-tsé, Maquiavel, Adorno, Ponty, Foucault e Benjamin.

OBSERVAR:

Alteração da natureza e o Tao;

Pensar a Ciência;

Bioética;

Ecologia;

Liberdade;

Filosofia Oriental e suas artes.

JUSTIFICATIVA


O foco do estudo de Filosofia precisa ser o material humano. E esse material humano está em contínuo devir. Filosofar no ensino não pode ser uma mera viagem, mas também ir além do processo reflexivo. Filosofia conduz à uma segurança subjetiva, mas que também, em nível estudantil e humanitário, leve a análises de problemas reais da vida, do topos. Ficar sentado numa sala por diversos minutos ouvindo sobre pessoas que falavam e escreviam complicado exauri e não é eficaz. A liberdade de pensamento está em ampliar o conhecimento filosófico do Ocidente com outras culturas a mais, mas, de forma que isso apenas não venha a sobrecarregar a carga disciplinar; estender o foco no galho da árvore da filosofia oriental e sua milenar forma de ver a vida em comunhão com o bem-estar, a saúde, a felicidade, tal como instigava Platão a seu discípulo Aristóteles, quando lhe dizia que um filósofo completo deveria também sair da biblioteca e realizar atividades físicas é um caminho empírico. Assim, somando-se a arte marcial nas aulas de educação física, constrói-se um cidadão seguro de si física e mentalmente.

Com essa interferência em parceria com os demais colegas, o aluno certamente aprenderá a buscar a fundamentação nas outras áreas do conhecimento, encaminhando o indivíduo para sua autonomia consciente permitindo que a Filosofia nos bancos escolares contribua para a subjetivação do processo educacional.

Abraçando a premissa de que todos os seres humanos têm o direito de decidir nos rumos das suas vidas e que as crianças e jovens também fazem parte desse rol, possibilitar essa autoridade de, pelo menos entenderem e analisarem as problemáticas que a vida cobra, deixando de serem meras peças de uma máquina moldadora de caráter e fugindo de uma Filosofia meramente especulativa.



METODOLOGIA



O ensino de Filosofia da forma como se propõe possibilitará ao aluno, através dos conteúdos estruturantes e básicos, bem como de seus conteúdos específicos a sensibilização, aliado às práticas físicas, a problematização, a investigação e a criação de conceitos amplos, disciplina e confiança. Para tanto, o educando estará, constantemente, recebendo indicações formais de como ler um texto de maneira crítica, como fazer resumos, interpretações, análises e dissertações, avaliar um filme, um documentário, apreciar um palestrante e realizar debates.

Deste modo, serão desenvolvidos métodos e técnicas de leitura e análise de textos – analíticos e reflexivos -, exibidos imagens, apresentadas letras de músicas e/ou músicas, visando a articulação, por parte dos alunos, das teorias filosóficas, bem como do tratamento de temas e problemas científico-tecnológicos, ético-político, sócio-culturais e vivenciais, palestrantes e práticas marciais diversas que o estabelecimento concordar em realizar.

Visando atingir os objetivos propostos, será necessária a utilização de meios auxiliares para a efetivação dos mesmos, gerando pesquisas em diversas fontes, tais como os meios de comunicação e expressão que nos circundam e nos sociabilizam inclusivamente: fala, corpo, escrita, libras, audiovisuais, cartazes, folders, plotagens, cartazes de rua, fachadas, aérea, 3 D, celular; associados às demais mídias e acessos convencionais: revistas, jornais, dicionários, retroprojetor, televisão, rádio, textos de apoio, MPs, aulas expositivas, livros didáticos e paradidáticos; internete; DVDs de filmes/documentários; CDs de músicas; cinema, teatro, telegrama, carta, até mesmo um simples bilhete atrelados a efetivo pessoal gabaritado.

É necessário usar procedimento pelos quais os alunos possam se expressar e desenvolver, a sensibilidade, a intuição, e afins, através de diálogo, reflexão, debates, relatos, entrevistas, observações, comparações, questionamentos, análises de textos, danças e movimentos – tai-chi-chuan - (corpo), dramatizações (encenação), pesquisas em livros, revistas e textos, pesquisa de campo, atividades físicas e marciais e sua filosofia milenar e recursos audiovisuais, especialmente vídeos e filmes, experiências de entrevistas com outros Professores de filosofia da cidade para mostrar gente viva e real, dentre e outros.

Trazer aos alunos DVDs de documentários e/ou filmes onde coloquem a Arte Marcial sob a visão de um artista marcial e filósofo.

Este documentário deve ser com Bruce Lee, personagem de nossa história contemporânea que une em si características raras, ser ocidental e oriental ao mesmo tempo; reconhecido filósofo das duas vertentes; que uniu sabiamente a filosofia oriental com artes marciais ocidentais, escrevendo obras do pensamento e traduzindo-as em filmes onde ele demonstra como o ser humano pode vir a tornar-se livre interna e externamente ou unir atividades físicas com exercício mentais transcendentais, chegando-se assim à máxima: mente sã em corpo são, podendo alcançar a segurança de si, conhecer seus limites e bloqueios, enriquecer o Ser e mostrar caminhos para a felicidade e verdade pessoal.


AVALIAÇÃO

A avaliação será diagnóstica, contínua e formativa segundo critérios propostos na metodologia dos conteúdos trabalhados, sendo os conteúdos cumulativos, sempre avaliando a participação e progresso do aluno durante as atividades designadas.

Em se tratando de um processo em que não trabalha sozinho, ou seja, não se isola das outras áreas do conhecimento, há a imperiosa necessidade de se buscar procedimentos tais que permitam um processo paralelo de avaliação.

Entrevistas individuais e coletivas; comunicação oral e escrita; observação dirigida e espontânea de atitudes; participação em trabalhos de grupos; relatórios; exposição de trabalhos; trabalhos escritos ou orais; relatos de experiências; produção de texto e participação do aluno em sala de aula; prova escrita.

A apreensão de alguns conceitos básicos da ciência, articulado com a prática filosófica, a capacidade de argumentação fundamentada teoricamente, a clareza e a coerência na exposição das idéias, no texto oral ou escrito, são alguns aspectos a serem verificados no decorrer do curso. Também a mudança na forma de olhar os problemas filosóficos, a iniciativa e a autonomia para tomar atitudes diferenciadas e criativas, para reverter práticas de acomodação e sair do senso comum, são ações que indicam o alcance e a importância de nosso trabalho no cotidiano de nossos alunos.

Solicitar aos alunos que produzam textos que reflitam sua compreensão sobre como conseguir traduzir as demonstrações de disciplina e dedicação necessárias para o ambiente em que vivemos hoje de forma harmônica e positiva.

Observar na construção dessas produções se o aluno compreende que a violência não é o caminho para uma filosofia de libertação e qual a compreensão filosófica que ele tem da junção da proposta de liberdade em ação, em movimento.

Observar-se-á principalmente avanços de ordem emocional e a validade do plano de ensino polivalente e transversal, aquilatando-se, através de breves quizzes o que o aluno e seus conhecidos absorveram com a teoria e com as prática propostas durante o ano letivo.



Obs.: Por se tratar de um planejamento intuitivo e a necessidade de se aquilatar a topologia que provoca o futuro educador em suas variáveis já expostas acima, pois nem sempre é possível conhecer os discentes antes de elaborar o plano de ensino, no decorrer do ano letivo este planejamento poderá sofrer ajustes.

REFERÊNCIAS



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ARANHA, M. L. de A. e MARTINS, M. H. Filosofando – Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 1999.
___________. Temas de filosofia. São Paulo: Moderna, 2005.

AUTORES DIVERSOS. Filosofia: Ensino Médio. Curitiba: SEED-PR, 2006.
BUZZI, Arcângelo Raimundo; Introdução ao pensar. O ser, o conhecimento, a linguagem. Ed. Vozes Ltda. Petrópolis-RJ. 1972.

CHAUI, Marilena; Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1999.

______________. Filosofia – Série Novo ensino médio. São Paulo: Ática, 2003.

CORDI, S. B; et alli. Para filosofar. São Paulo: Scipione, 2003.

COTRIM, Gilberto; Fundamentos da filosofia: ser, saber e fazer. São Paulo: Saraiva, 1999.

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DOURADO, Wesley Adriano Martins; Sem Costura: Algumas Idéias sobre a Filosofia e a Universidade. Revista Páginas de Filosofia, v.2, n.1, p. 109-138. 2010. Disponível em: https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/PF/article/view/1958. Acesso em 01 set 2010.

DUCLÓS, Miguel; Metafísica de Aristóteles. O ser se diz de vários modos. Trabalho originalmente apresentado para a cadeira de História da Filosofia Antiga II – FFLCH – USP.

Ensino médio: Filosofia (Apostila do Sistema de Ensino Nobel – Editora Liceu).

Filosofia (Apostila do Sistema Maxi de Ensino – Maxiprint Gráfica e Editora Ltda).

GALLO, Sílvio; ASPIS, Renata Lima; Ensino de filosofia e cidadania nas ''sociedades de controle'': resistência e linhas de fuga. Pro-Prosições vol.21 no.1 Campinas. 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-73072010000100007&lng=en&nrm=iso. Acesso em 25 ago 2010.

GELAMO, Rodrigo Pelloso; Ensino de filosofia para não-filósofos. Filosofia de ofício ou ofício de professor: os limites do filosofar. Educação & Sociedade Educ. Soc. vol.28 no.98 Campinas. 2007. Disponível em:  http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302007000100012&lng=en&nrm=iso. Acesso em 26 ago 2010.

Guia de Estudos. Universidade Metodista de São Paulo-Filosofia contemporânea, investigação filosófica e perspectivas sobre a educação. Universidade Metodista de São Paulo. Organização de Wesley Adriano M. Dourado. São Bernardo do Campo : Ed. do Autor, 2010. 128 p.

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